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Solví | Dia das Mães e a apresentação do coral LOGA

Regido pelo maestro Henrique Vilas Boas Alencar, com apoio de William Macedo e do pianista Gustavo Sarzi, o coral composto por colaboradores da LOGA fez, na tarde da última sexta-feira (11), uma bela apresentação em homenagem ao dia das mães na UVS Solví – Jaguaré. Dentre os colaboradores coralistas estão: Iraci Santos, Paula Mazzeo, Solange Aparecida da Cruz Schnaak, Erica Couto, Jane Cléia Meira Damacena, Geovane de Jesus Machado, Luiz Carlos da Silva, José Edson Mariano, Elias Yuri Yoshy Miyashiro, Miriam de Campos Souza, Francisco de Souza Lima e Pedro da Silva.



Com início em junho de 2017, o coral já realizou apresentações em locais como: LOGA Jaguaré (apresentação interna), LOGA Vila Maria (apresentação interna), Colégio Nossa Senhora das Graças – o Gracinha no Itaim (evento: RECIFE encontro de corais), Anhembi Tênis Clube (encontro de corais), festa de fim de ano da Loga (2017), participação no show de Caju e Castanha, além das apresentações internas mensais na LOGA.



Após o coral, as mães presentes puderam assistir um vídeo em homenagem ao seu dia e ganharam uma pequena lembrança de um momento junto aos seu(s) "pequeno(s)" e, por fim, um coffee break fechou o evento que foi uma realização em parceria das equipes de gestão de pessoas e de comunicação Solví.



Crônicas Martha Medeiros – Especial Dia das Mães


É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente a gente pensa que viveria melhor sem ela, mas é um erro de avaliação. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se viramos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso.

O mundo quer que a gente torre nossa grana, que a gente compre um apartamento que vai nos deixar endividados, que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, nossos dentes, nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento. O mundo quer que sejamos lindos, magros e vitoriosos para enfeitar a ele próprio, como se fossemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos excluí. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não nos escuta. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática. Sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo nos exige eficiência máxima, seleciona os mais bem-dotados e cobra caro pelo seu tempo. Mãe é de graça.


Biografia Resumida: Martha Medeiros é escritora, jornalista e cronista brasileira. Como jornalista, escreve crônicas para o jornal Zero Hora, onde possui uma coluna no segundo caderno. Também trabalha para revista Época.

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